sábado, 30 de abril de 2011

Campanha de valorização do professor

A campanha de valorização do professor do Todos Pela Educação está em todas as mídias. Vale saber se já entrou na cabeça de todo mundo mesmo. A animação e as peças da campanha seguem o mesmo conceito: em todas as conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, existe a figura e o suporte de um bom professor em algum momento.

“A ideia é que as pessoas reflitam sobre a importância de um bom professor em suas vidas. Aquele que ajudou no aprendizado, que auxiliou na opção da carreira, que ensinou valores importantes. Todos esses profissionais contribuem efetivamente para a concretização do direito de aprender de todas as crianças e jovens”, aponta Priscila Cruz,diretora-executiva do Todos Pela Educação.

Comentário: A campanha é válida, mas se a intenção é atrair mais jovens para a carreira docente, é preciso muito mais que isso. Além disso, a campanha deveria ser direcionada também a todos os políticos, pois muitos se esquecem do papel do professor na formação dos cidadãos. Muitos dizem que melhores salários não fariam melhores professores, mas a valorização começa com um salário digno que permita ao professor olhar nos olhos de seus alunos e incentivá-los a estudar. (Rogério Trindade)

terça-feira, 19 de abril de 2011

De olho em quem?

Câmara aprova cadastramento de usuário de lan house


A Câmara dos Deputados aprovou na noite de hoje um projeto para regulamentar o funcionamento das lan houses e classificar estes estabelecimentos como de "interesse social". O ponto mais polêmico do texto é o que obriga estes estabelecimentos a cadastrar os usuários. A proposta segue para análise do Senado Federal. Em São Paulo, já há lei estadual que estabelece o cadastramento.

A inclusão da obrigatoriedade do cadastro aconteceu de última hora na votação em plenário. O relator, Otávio Leite (PSDB-RJ), relutou, mas acabou aceitando a exigência dos colegas devido à ameaça de que a votação fosse adiada. Com isso, para ter acesso aos benefícios previstos na lei os estabelecimentos terão de manter um banco de dados com o nome e o documento dos clientes.

"Isto (o cadastro) foi incluído para viabilizar a votação. A lan house que quer ser séria e ter acesso a crédito terá que estar na linha. Quem não cumprir a diretriz da lei não terá acesso aos benefícios", disse o relator.

O argumento dos defensores do cadastro é que isso poderá facilitar a identificação de quem usar os estabelecimentos para praticar crimes. "Quando houver uma infração, um crime em uma lan house, poderemos ter a oportunidade de chegar até esse criminoso e também inocentar os proprietários", argumentou o deputado Sandro Alex (PPS-PR).

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) foi um dos que criticou a criação do cadastro de usuários. Ele destacou que estes estabelecimentos são populares entre a população de baixa renda e ironizou a afirmação dos colegas de que o cadastro poderia ajudar a combater o crime. "Se nós começarmos a pedir credenciamento para todas as atividades humanas daqui a pouco nós teremos um cadastro perfeito de toda a sociedade para manipulações políticas. Eu gostaria que fosse possível fazer um cadastro de ladrões públicos, antevendo quem fosse roubar o dinheiro público".

Além do cadastro, as lan houses terão de orientar e alertar os usuários menores de 18 anos em relação a sites pornográficos e acesso a jogos eletrônicos não recomendados para a faixa etária. O texto também afirma a "inviolabilidade" dos dados pessoais e do conteúdo acessado, salvo por ordem judicial.

O principal benefício que poderá chegar aos estabelecimentos que seguirem estas regras é o acesso a crédito. O projeto estabelece que as lan houses terão prioridade nas linhas de financiamento especiais para a aquisição de computadores. O texto permite também a realização de parcerias da União, dos estados e dos municípios com os estabelecimentos para aumentar o acesso da população à internet. Há ainda a possibilidade de criação de um selo para as lan houses que cumprirem a lei.

O relator argumenta que o objetivo é buscar a formalização dos estabelecimentos. "Segundo dados do Sebrae, 90% desses estabelecimentos não tem alvará. Isso acontece porque eles estão classificados como jogos e esse período já passou. Hoje metade da população acessa a internet em lan houses, esse é o negócio principal delas".


Comentário: Benefícios a parte para todos os lados, pode ser mais uma lei que não sai do papel. Há de se atentar também para o fato de que pode ser uma forma de censura velada uma vez que o sigilo dos cidadãos estaria em risco.