sábado, 26 de novembro de 2011

UMA HISTÓRIA REAL


ALÁ FANTASIA E OS 51 ESCUDEIROS

Essa história aconteceu num reino, infelizmente, bem , bem perto daqui, chamado Reino do Tudo Pode. O seu rei, ALÁ FANTASIA, era aspirante a faraó, mas não passava de um arremedo do seu antecessor e padrinho, o qual andava por outras praias, desfrutando das benesses que conquistou quando reinava no reino do Tudo Pode.

Acontece que o tal ALÁ aprendeu muito bem com o padrinho uma nova forma de regime ditatorial e quis dar sequência a ele. Como se não bastasse, passou a agir como um verdadeiro garoto propaganda do padrinho, visto que este visa(va) alçar voos mais altos.

ALÁ FANTASIA não era popular, apesar de investir maciçamente nas peças publicitárias que enchiam os olhos dos mais incautos. Isto porque contava com uma mídia subserviente que era paga para hipnotizar a população com a exibição de obras faraônicas, planos e projetos fictícios e a ideia de um gestor que sabia controlar os gastos públicos.

Apesar disso, temia o contato com o povo, especialmente a classe que ele julgava inferior porque seus integrantes viviam gritando “PISO! PISO!”.  Nestes momentos, só era visto pela TV (sempre cercado por duas assistentes, verdadeiras “mulheres bombas”, dispostas a defendê-lo com unhas e dentes) ou por uma ou outra fresta que ficava entre os escudos da tropa de choque (ele adorava esta última palavra).

ALÁ FANTASIA aproveitava-se também do fato de poder contar com 51 fiéis escudeiros que vez ou outra costumavam se encontrar numa CAVERNA que costumavam chamar “casa do povo”, mas que poucos tinham acesso a ela. Aliás, estes escudeiros, dentre outros apelidos, gostavam muito de ser chamados de “representantes do povo”.

Ali na CAVERNA, mesmo à distância, ALÁ FANTASIA mandava e desmandava, tinha carta branca. O rei controlava a todos ali com as palavras mágicas que usava para adentrar na CAVERNA. Eram palavras nem tão poderosas assim, mas que tinham força suficiente para dominar a mente de seus seguidores: “FAÇAM O QUE MANDO”. Normalmente, estas palavras chegavam à tal CAVERNA num telefonema ou bilhete em forma de projeto e, incrível, funcionavam como uma bomba de efeito moral, pois todos respondiam em um só coro: “VENHA A NÓS O VOSSO REINO!”

O fato é que um dia ALÁ acabou descobrindo porque aquela parcela da população vivia gritando “PISO! PISO!”. ALÁ então pensou consigo: “Mas que trem! Por que esse povo quer tanto esse PISO? Já não os pisei o suficiente? Esse PISO deve ser muito bom!”

O rei não precisou nem pedir, e as duas “mulheres bombas” jogaram uma verdadeira bomba sobre seus ombros: “ Majestade, o tal PISO não é nada bom para Vossa Alteza, mas é ótimo pra esse povo.”

ALÁ quase teve um infarto ali mesmo (apesar de dizerem que ele não tem coração). Após se inteirar do pedido do povo (isso levou pelo menos 112 dias), tentou várias fórmulas mágicas, mas nenhuma convencia “aquele povo” a abrir mão do PISO.

Foi aí que o rei resolveu radicalizar. Convocou os 51 escudeiros à CAVERNA. Para lá eles marcharam feito carneirinhos, mas tranquilos. Sabiam que dentro da CAVERNA não seriam abatidos porque eram protegidos por uma tal de IM(P)UNIDADE.

O bilhete chegou criptografado  à CAVERNA, mas teria que ser decifrado em 24 horas. Dizem que nem os subordinados do rei conseguiram fazer isso, mas os 51 não tiveram nenhum problema em responder ao bilhete: “SIM, VOSSA ALTEZA!”, porque  já estavam tão acostumados a isso.

Depois que o conteúdo do bilhete vazou, o povo fez a sua interpretação. Dizem que era assim: “SAUDAÇÕES, FIÉIS SOLDADOS! O TAL PISO É $$$$$ PRA ESSE PESSOAL, MAS EU PRECISO DELE PARA TERMINAR O ALTAR PARA OS JOGOS DO REI EM 2014. FAREI COM ELE UM BELO PALANQUE PARA EU E MEU PADRINHO ASSISTIRMOS AOS JOGOS. O POVO ADORA NOME COMPLICADO. ENTÃO, TROQUEM O PISO DELES POR ALGUMA OUTRA COISA TERMINADA EM UNIFICADO QUE ESSA PALAVRA É MUITO BACANA. URGENTE.”

Assim foi feito. O povo ainda anda meio atordoado, sem entender. Mas uma coisa está bem clara: querem o PISO e disso não vão abrir mão.

Esta história entrou por uma porta e saiu pela outra; sei que não terminou, pois, se quisermos, vamos construir outra.

Rogério Trindade

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

De volta a Curvelo

Chegaram ontem, dia 9/11, de São Paulo, o professor Rogério, seu aluno Bruno e a senhora Rosângela. Eles estavam na capital paulista desde o dia 6, domingo, participando das atividades referentes ao 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso da Ecofuturo. Segundo o professor Rogério, não se trata apenas da entrega de prêmios, mas de uma integração de diferentes culturas e pessoas oriundas de diversas regiões do país, cada uma com uma história, mas com um objetivo em comum: a divulgação da leitura e da arte de escrever. Arte circense, literatura de cordel, poesia, contação de histórias, teatro e oficinas possibilitaram a aluno e professor momentos indescritíveis e inesquecíveis que se completaram ao assistirem o espetáculo do Circo dos Sonhos, receberem o abraço da ex-senadora Marina Silva com sua história de superação, ao participarem do passeio ao Parque Ibirapuera e seu planetário e se encontrarem com Maurício de Souza, o criador da Turma da Mônica. "Voltamos mais ricos em cultura, pois o evento, em todas as suas fases, buscou mostrar porque se chama Concurso Cultural." diz o professor. Bruno é só alegria ao mostrar o seu certificado e troféu que lhe foram entregues por fazer parte do grupos dos 10 vencedores na Categoria Ensino Fundamental I. Na bagagem, livros e a certeza de que está no caminho certo: o da leitura.

O professor Rogério também ostenta com orgulho o certificado que garante Bruno como um dos vencedores do Concurso com a redação "Carta aos terráqueos". "Os organizadores classificaram o evento como o "Oscar da leitura", conta Rogério.

Professor e aluno receberam ainda um coleção com as redações premiadas que Bruno, como um dos escritores, teve o prazer de autografar para os presentes ao jantar de encerramento.

Os três, Bruno, Rogério e a mãe de Bruno, Rosângela, têm muita história pra contar. Histórias que certamente dariam um livro, mas que mesmo não traçadas no papel, farão parte para sempre da memória da Escola Dr. Viriato.

domingo, 6 de novembro de 2011

Professor Rogério e seu aluno Bruno já estão em SP

Eles chegaram esta tarde à capital paulista para participarem da cerimônia de premiação do 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso da Ecofuturo. Após o almoço no Century Paulista Hotel, Bruno passou por uma sessão de fotos e entrevista. À noite, participam do jantar de abertura do evento. A cerimônia de premiação será amanhã, a partir das 19 horas com transmissão ao vivo (itv.netpoint.com.br/ecofuturo). O dia de amanhã será recheado de atividades com a realização de Oficinas.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Aluno do Prof. Rogério conquista prêmio nacional


ALUNO DA ESCOLA DR. VIRIATO É VENCEDOR DO 7º PRÊMIO ECOFUTURO
O aluno Bruno Duarte Pereira, do 5º Ano do professor Rogério, é um dos vencedores do 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso! O texto escrito por Bruno conseguiu expressar com sinceridade e delicadeza o que é cuidar da vida, tema da edição deste ano.
O texto é resultado do trabalho desenvolvido pelo seu professor que desde o início do ano vem preparando seus alunos, desenvolvendo projetos e atividades relacionados ao tema do Concurso como Campanha da Fraternidade 2011, combate à Dengue, meio ambiente e trânsito.
A “Carta aos Terráqueos” escrita por Bruno foi selecionada entre as 4500 redações participantes.
No próximo dia 6 de novembro (domingo), Bruno, seu professor e sua mãe Rosângela Duarte Queiroz embarcam para São Paulo para participarem da cerimônia de premiação que acontecerá no dia 7, segunda.