domingo, 4 de dezembro de 2011

Cruzeiro massacra o Atlético, escapa do rebaixamento e tira o rival da Sul-Americana

 Wellington Paulista, Anselmo Ramon, Fabrício, Leandro Guerreiro, Roger e Éverton marcaram para a Raposa em tarde inspirada; Rever descontou para o Galo
04/12/2011 18h52
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FOTO: ALISSON GONTIJO/O TEMPO
Fabrício comemora o quarto gol celeste ainda no primeiro tempo do clássico na Arena
O Cruzeiro não tomou conhecimento do Atlético neste domingo na Arena do Jacaré. Empurrados pela torcida, os celestes golearam o Atlético com autoridade por 6 a 1, afastaram o perigo de rebaixamento e e ainda tiraram a vaga do alvinegro na Copa Sul-Americana. De quebra, os 18.500 cruzeirenses presentes estabeleceram o novo recorde de público do estádio.
Com a goleada, o Cruzeiro permanece entre os cinco times que nunca foram rebaixados para a segunda divisão, ao lado de São Paulo, Internacional, Flamengo e Santos.
Derrotado, o Atlético também deu adeus à Sul-Americana. Com as vitórias sobre Ceará e América, Atlético-GO e Bahia chegam à competição internacional e deixam Minas Gerais fora de qualquer competição da Conmebol em 2012.
Roger, criticado pelas últimas atuações, teve tarde inspirada. Abriu o placar e participou dos lances de outros dois gols. Wellington Paulista, Anselmo Ramon, Fabrício e Leandro Guerreiro e Éverton completaram a goleada. Rever descontou para o Galo, que teve atuação apagada em campo.
A Arena do Jacaré respirava tensão antes do jogo. A possibilidade de ser rebaixado pela primeira vez na história mobilizou os celestes, que podiam cair justamente no clássico contra o maior rival.
Mancini chegou à Arena do Jacaré pedindo marcação por setor e escalou a Raposa com três zagueiros. Leo foi deslocado para a direita e o lateral Diego Renan foi mantido na esquerda. No Galo, Cuca confirmou Carlos César como meia, avançou Bernard e deixou André como o único atacante. A ineficiência atleticana foi marcante e o alvinegro nem de longe lembrou o time compacto das últimas rodadas.

Goleada impensável
Os times começaram muito pilhados, com divididas e entradas duras pelos dois lados. Logo aos quatro minutos, Pierre reclamou de uma cotovelada de Charles, mas o árbitro mandou seguir. O atleticano André teve a primeira chance do jogo ao bater cruzado pela direita, mas Rafael afastou o perigo. O Cruzeiro chegou em seguida com Victorino, que bateu falta frontal rasteira, para defesa de Renan Ribeiro.
Apoiado pela torcida, o Cruzeiro rondava a área atleticana e não demorou a abrir o placar. Aos 9, Anselmo Ramon cruzou da direita e Roger bateu de primeira da marca do pênalti, sem defesa para Renan Ribeiro. O gol incendiou a Arena do Jacaré, tomada pela torcida do Cruzeiro. Animados com o gol, os celestes seguiram pressionando e Wellington Paulista quase amplia cinco minutos depois após bom drible pela esquerda.
Os celestes reclamaram de um carrinho de Pierre em Anselmo Ramon, enquanto os alvinegros pediam cartão para Leandro Guerreiro por entrada em Daniel Carvalho. O volante foi advertido, assim como Roger, por reclamação.
O Atlético, pressionado na intermediária, chegou com Carlos Cesar aos 21. O lateral, improvisado pelo meio, chutou rasteiro de fora da área e parou nas mãos de Rafael. Bernard e Serginho eram os mais lúcidos pelo Atlético, que driblavam na intermediária mas não conseguiam espaço para chutar com clareza.Fillipe Soutto carimbou a rede pelo lado de fora aos 24, assustando a torcida celeste nas arquibancadas.
Aos 26, Pierre recebeu cartão por cotovelada em Charles. Na cobrança de falta pela esquerda, Roger levou novo perigo para Renan Ribeiro. Em seguida, Roger sofreu falta no mesmo lugar e, na cobrança, Leandro Guerreiro subiu na marca da pequena área para mandar para o fundo das redes e incendiar de vez a Arena do Jacaré.
Com a desvantagem no placar, Cuca tirou Serginho para a entrada de Magno Alves aos 31, para tentar dar voluma ao ataque do Galo, mas a alteração não surtiu efeito. Wellington Paulista ganhou de Réver na ponta direita e cruzou para Anselmo Ramon, que dominou na pequena área, girou sobre Leonardo Silva e chutou com precisão para as redes.
No fim do primeiro tempo, a presença de um atleticano nas arquibancadas provocou um início de confusão, logo contida pela polícia. Aos 44, Magno Alves cruzou pela esquerda com perigo e Victorino impediu a bola de chegar ao gol. Nos acréscimos, após cobrança de escanteio de Daniel Carvalho, o Cruzeiro puxou o contra-ataque e Roger abriu para Fabrício, que carregou até a entrada da área e chutou rasteiro no canto esquerdo de Renan Ribeiro decretando 4 a 0 no placar.
Na saída para o intervalo, Wellington Paulista não escondeu a surpresa pelo placar dilatado. "Ninguém imaginava uma goleada, nem o mais fanático cruzeirense. Clássico é motivante por si só, não precisa de motivação extra", afirmou. Os atleticanos deixaram o gramado cabisbaixos, sem acreditar na goleada sofrida.


Alisson Gontijo/O Tempo
Alívio
O segundo tempo começou com confusão atrás do gol de Renan Ribeiro. Um torcedor lançou dois rojões próximo ao goleiro atleticano, provocando a paralisão da partida.
Quando o jogo recomeçou, Daniel Carvalho e Fillipe Soutto tentavam recolocar o Galo no jogo, mas foi Wellington Paulista quem balançou novamente as redes. Em lance polêmico, Leonardo Silva tentou cortar em cima da linha e a arbitragem validou o gol, já que as pernas do defensor já estavam dentro do gol.
O goleiro Rafael foi exigido em cobrança de falta de Daniel Carvalho aos 14 minutos. Em seguida, Fillipe Soutto bateu com força, a bola rebateu na defesa e Réver completou de dentro da pequena área para fazer o gol do Atlético.
Com o placar elástico, Vágner Mancini tirou Anselmo Ramon para a entrada do volante Everton. Cuca, muito incomodado na beira do campo, reclamava do posicionamento do Galo em campo. Aos 24, tirou Leonardo Silva para a entrada de Werley.
Ortigoza deu lugar a Roger aos 29, que deixou o campo muito aplaudido pela torcida, que apenas contava os minutos para o fim do jogo. Werley e Wellington Paulista trocaram socos e empurrões aos 32 e foram expulsos. Pierre, então, passou a jogar improvisado como zagueiro. André, apático, não correspondeu às expectativas atleticanas. Daniel Carvalho tentava com chutes de fora e cruzamentos, mas parou na atuação segura do jovem Rafael, subsituto de Fábio, que venceu a primeira partida com a camisa cruzeirense.
Nos dez últimos minutos, o futebol movimentado deu lugar ao toque de bola seguro dos celestes, que só esperavam o fim do jogo. Os atleticanos, no desespero, tentavam marcar novamente para honrar a camisa, mas não tiveram êxito. Éverton ainda teve tempo para marcar o sexto gol e consolidar o maior placar da Raposa sobre o Galo em brasileiros.
Ao apito final de Marcelo de Lima Henrique, os celestes comemoraram muito a goleada no clássico e a permanência na primeira divisão. A torcida atleticana, longe da Arena, custava a acreditar na goleada sofrida enquanto os celestes, mantidos na elite, respiravam aliviados.

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