sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

TEATRO: HISTÓRIA DE NATAL


CENÁRIO: Uma floresta com várias árvores. Estavam felizes com o nascimento do Menino Jesus e por terem a oferecer maravilhosos presentes.
MÚSICA 1: NATAL
NARRADOR: Conta-se que, quando os pastores foram adorar o Menino Jesus, decidiram levar-lhe frutos e flores produzidos pelas árvores. Depois dessa colheita, houve uma conversa entre as plantas, num bosque. Alegravam-se elas de ter podido oferecer algo ao seu Criador recém-nascido: uma, as suas tâmaras; outra, as amêndoas; outra ainda, como a cerejeira, que havia oferecido tanto flores quanto frutos. Do pinheiro, porém, ninguém colheu nada. Pontiagudas folhas, ásperas pinhas, não eram dons apresentáveis.
TAMAREIRA: __ Que honra poder oferecer ao Menino Deus minhas deliciosas tâmaras.
AMENDOEIRA: __ E minhas amêndoas poderão manter a sedosidade da pele do pequeno Rei.
CEREJEIRA: __ E eu então que além de doces cerejas, posso oferecer também minhas perfumadas flores.
PINHEIRINHO: __ E eu, minhas amigas? O que posso oferecer ao Menino Jesus? Também gostaria de poder presenteá-lo.
TAMAREIRA: __ Você?! És tão pequeno!  Nem sequer podes dar sombra!
AMENDOEIRA: __ Além disso, tens agulhas em vez de flores!
CEREJEIRA: __ É mesmo. Suas pinhas ásperas e seus espinhos não são presentes para se dar a um Rei.
PINHEIRINHO (triste, reconhecendo sua insignificância e olhando para o alto.): __ O que vou oferecer ao Deus recém-nascido? Minha pobre e nula existência? Estrela cintilante, faça com que eu seja uma verdadeira árvore.
NARRADOR:  Dizem que Deus ficou comovido com a humildade do pinheiro e, em recompensa, fez descer do céu a estrela mais bonita que havia no firmamento: a Estrela Cintilante. Mas junto com ela, Deus resolveu mandar também um inverno muito rigoroso. Tão rigoroso que todas as árvores adormeceram. Somente o pinheirinho se manteve acordado a tempo de receber a visita que pediu.
(NEVE CAINDO)
(A Estrela Cintilante entra ao som de uma música suave.)
MÚSICA 2: JINGLE BELLS
ESTRELA CINTILANTE: __ Pinheirinho, por que se julgas tão insignificante e incapaz? Então não conheces a verdadeira história daquele a que queres homenagear? A tua força, pinheirinho, assim como a de todos os seres da Terra não vem de fora; está dentro de você.

ESTRELA CINTILANTE (canta na melodia de Jingle Bells):
Pinheirinho, pinheirinho
De ramos verdinhos
P'ra enfeitar, p'ra enfeitar
Bolas, bonequinhos. (bis)

Com uma bola aqui
E outra  acolá
Luzinhas  que tremem
Lindo ficará.

Pode o Papai  Noel
De barbas branquinhas
Trazer o saco cheio
De lindas prendinhas.

É Natal! É Natal!
Salvação e Luz!
Alegria, cristãos,
Já nasceu Jesus. (bis)

(A Estrela Cintilante sai. O pinheirinho cai em sono profundo.)
NARRADOR: Depois que a Estrela Cintilante se foi, o pinheirinho caiu em sono profundo e, dizem, que o sonho que teve foi assim...
MÚSICA 3: A HORA DO ÂNGELUS
(Entram Maria e José com um burrinho. Chegam a uma estalagem.)
ESTALAJADEIRO: __ Não, Senhor! Não temos mais como hospedar ninguém. Todas as estalagens estão lotadas devido ao recenseamento imposto por César. Mas por que tomaram viagem nestas condições?
JOSÉ: __ Temos de chegar a Belém, nosso lugar de origem. Minha esposa está perto de dar à luz. Já viajamos há alguns dias e deixa-la para trás também seria perigoso. Não tem ao menos um quarto?
ESTALAJADEIRO: __ Não, não tenho como acomodá-los!
MARIA: __ Vamos, José. Sinto que a hora está próxima. Também já podemos avistar as colinas de Belém bem ao longe. Estamos acostumados à simplicidade e ao cansaço da viagem. Sendo assim, qualquer lugar nos serve. Não se esqueça, o Pai poderia ter resolvido tudo sozinho, mas preferiu contar conosco. Tudo isso poderia estar acontecendo em um palácio, mas é em meio à simplicidade que o Filho de Deus irá nascer.
JOSÉ: __ Vamos, mulher. Às vezes invejo essa tua vontade de agradar ao Criador. Mas se assim está escrito, assim será. A Palavra será cumprida.
(Saem. Entram os reis magos e o pedinte.)
MÚSICA 4: NOITE FELIZ
BELCHIOR: __ Vamos, amigos, o nosso Salvador homenagear. Sigamos a estrela mais brilhante e ela certamente nos levará ao local onde o Menino Deus nascerá.
GASPAR: __ Sim, vamos todos! Não devemos estar longe, pois o rastro da estrela ainda podemos ver. Não vejo a hora de poder vislumbrar o Verbo que se fez carne.
BALTAZAR: __ Também anseio muito por isso, amigo! Mas por que Deus preparou para Ele caminhos tão difíceis?
BELCHIOR: __ Meu amigo, os caminhos estipulados por Deus podem parecer os mais difíceis, mas são os caminhos que vão nos levar à verdadeira maturidade, entendendo que o maior presente que recebemos é o dom da vida. Por falar em presente, vou levando ouro, verdadeiro presente para um rei. E vocês?
GASPAR: __ Eu vou levando incenso que representa a espiritualidade.
BALTAZAR: __ E eu levo mirra que representa a imortalidade.
PEDINTE (à beira da estrada): __ Desculpem-me, nobres senhores! Não pude deixar de ouvi-los. Que inveja tenho dos senhores! Como gostaria de oferecer um presente digno ao Menino Deus, mas o que sei fazer além de pedir esmolas e contar histórias?
BELCHIOR: __ Ninguém é tão pobre que não tenha nada a oferecer. Pois parece-me que a habilidade de contar histórias pode ser bastante útil. Se for mesmo bom nisso, poderá alegrar as noites do pequeno rei. Então, levante-se e venha conosco.
(Saem.)
NARRADOR: Após este sonho que durou dizem que muito tempo, o inverno se foi. Os pássaros e outros animais voltaram a frequentar novamente os campos.
MÚSICA 5: SOM DE NATUREZA
(Entram a coruja, o mocho e a ovelha.)
NARRADOR: As árvores se refizeram do rigoroso frio se cobrindo com folhas novas. O pinheirinho como não poderia deixar de ser, acordou do sono com uma alegria tão grande que não pode se conter.
PINHEIRINHO: __ Vejam só, amigas! O que me dizem agora? Não estou grande o suficiente para presentear o Menino Jesus?
TAMAREIRA: __ Quanto ao tamanho, você tem razão. Como conseguiu crescer assim tão depressa em tão pouco tempo?
AMENDOEIRA: __ É... mas não mudou nada com relação aos espinhos e às frutas ásperas. Portanto, continuas sem ter nada a oferecer ao Menino Deus.
CEREJEIRA: __ Elas têm razão pequeno pinheiro. Não tens nada a oferecer. Fica aí. Quem sabe algum lenhador aparece para te fazer de lenha!
(O pinheirinho ficou triste, mas em silêncio. Entram os outros personagens.)
MÚSICA: PINHEIRINHO
Mocho: __Olá meninos! Aqui estou eu! Wooo-Wooo! Mas… que caras são essas, estão tão tristes, o que vos aconteceu?
Menino Alberto: __ É que o Natal está chegando e gostaríamos muito de ter uma árvore para enfeitar.
Menina Inês: __ Mas não está fácil…
Menino João: __ Não a podemos cortar as árvores.
Mocho: __ Ora, vamos cá por a cabeça a pensar… para quê cortar as árvores, se elas são tão importantes para a nossa vida!
Ovelha: __ É isso aí. Vocês aprendem isso na escola não é mesmo. Agora é hora de colocar em prática. Pensem em outro jeito, mas cortar árvores, nem pensar.
Menina Inês: __ Mas então como vamos fazer a nossa árvore de Natal?
Mocho: __ É fácil… Wooo-Wooo… corram para casa e façam uma com papel de muitas cores, estrelinhas, laços e bolas. Vai ficar um pinheiro lindíssimo!
Menino Alberto: __ Mas… não percebo nada! Continuaremos a não ter um pinheirinho!
Ovelha: __ Mas terão uma árvore criada por vocês e ainda estarão preservando o meio ambiente.
Menina Inês: __ Então para que servem tantos enfeites de Natal?
Pinheirinho: __ Esperem, esperem crianças!  Estou a ouvir a conversa de vocês! Podem enfeitar-me à vontade! Assim poderei alegrar ao Menino Jesus com os enfeites coloridos.
Menino João: __ Mas nós não te podemos cortar! Isso é alguma piada?
Pinheirinho: __  Claro que não! Podem-me enfeitar aqui, vou ficar tão bonito. Além disso, a cidade inteira poderá ver a árvore de vocês aqui em cima! O importante é não me arrancarem, porque senão eu morro!
Todos os meninos:  __ Você é mesmo muito esperto. Não tínhamos pensado nisso!  Vamos começar a trabalhar!
MÚSICA: PINHEIRINHO
(As crianças enfeitam o pinheirinho.)
(A árvore fica pronta e a noite cai. Os meninos olham da janela.)
MÚSICA 6: BARULHO DA NOITE
Menina Inês: __Oh,  o nosso pinheirinho ficou tão bonito, mas está tão escuro…
Menino Alberto: __ É... ele podia estar mais brilhante… ficaria mais alegre…
Menina Inês: __ E nós também!
Coruja: __ Venham cá fora!
Mocho: __ Apreciar a vossa árvore!
Ovelha: __ Ficou linda, como vocês queriam!
(Eles saem.)
Menino João: __ Está tão brilhante!
Todos: __ Como é que conseguiste? Está mesmo alegre, e nós também.
Coruja: __ Tenham calma, tenham calma, porque as surpresas estão só a começar! Hi-hi-hi! Reparem só noutra magia…
Mocho: Woo-Woo… plim plim plim, bato duas palmas e vocês aparecem assim… Magia!
(Entram a dançar os pirilampos)
Pirilampos: __ Somos nós, os pirilampos mágicos.
Que andamos pelos campos
Não podíamos faltar
Nesta noite muito escura
Aqui estamos, aqui estamos
Para a vossa noite iluminar!
Meninos: __ Mas vocês são mesmo mágicos, são tão brilhantes!
Menina Inês: __ Obrigado, pirilampos amigos…
Menino Alberto: __ Coruja, Mocho e Pinheirinho também…
Meninos: __ Tornaram a nossa noite de Natal ainda mais mágica e fizeram-nos muito felizes!
(Depois que eles se vão, o pinheirinho olha para as outras árvores.)
PINHEIRINHO: __ E agora, o que me dizem? Minhas luzes e enfeites vão fazer os olhinhos do Menino Jesus brilharem de alegria. Não é este um belo presente?
TAMAREIRA: __ Desculpa, pinheirinho! Aprendemos uma bela lição.
AMENDOEIRA: __ Aprendemos que não importa o que temos.
CEREJEIRA: __ Mas importa o que podemos vir a ser na vida das outras pessoas.
TODAS: __ Assim como Jesus que veio na simplicidade nos mostrar que nossa maior riqueza é a vida.
MÚSICA 7: Então É Natal
NARRADOR: E vocês, já sabem qual presente irão oferecer ao Menino Jesus neste Natal? Nós, alunos do 5º ano, em nossa última apresentação oferecemos ao pequeno rei tudo o que passamos durante este ano: nossos medos, nossos progressos, nossos choros, nossos risos, o nosso estudo, as nossas brincadeiras e, principalmente, a nossa vontade de continuarmos crescendo mais e mais. Esperamos que todos possam ter um Natal de muita alegria junto aos seus familiares. Nesta nossa despedida queremos agradecer a todos aqueles que nos conduziram até aqui: nossos pais, nossos professores, diretoras, supervisoras, auxiliares de serviços e nossos amigos. Foram momentos que não poderemos viver em nenhum outro lugar. Momentos muito especiais que levaremos conosco, guardados na memória e no coração. Sentiremos saudades de todos, mas sabemos que esta escola estará aqui para receber nossos filhos e netos e oferecer a eles a mesma educação de qualidade que recebemos. Nosso muito obrigado! Um feliz natal e um ano novo cheio de realizações!
(Textos retirados da  Internet com complementação de Rogério Trindade)

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